09
fev
14

era pra ser um haikai

era pra ser qualquer coisa

que não mais ai ai e ai

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24
abr
13

quase dez anos que te perdi. quase vinte que perdi ele. vejo o tempo escoando, deixando dejetos de marcas que se colam na pele do meu rosto, em finas linhas na minha testa. vejo o tempo esticando crianças que eu vi nascer e tingindo cabelos amados de branco. vejo o tempo passando entre ele e eu, ano se arrastando atrás de ano. vejo a dor de ver dos velhos ficando velhos. vejo. saudade é nada perto do tempo que me afasta da memória do seu rosto ou do cheiro do seu cigarro. saudade é nada perto disso que cresce e afoga minha voz em tantas lembranças que sua falta faz preencher.

24
mar
13

o amor é o revés

de uma vez

outra vez

caymmi

23
jan
13

vestido de flor

que conste dos autos dos registros miseráveis da minha vida:

a cada vez que leio sempre me sinto feliz por me ver meio flora, mas uma flora que só vê bernardo e que só quer bernardo.

 

CEL, se nunca te agradeci, obrigada.

23
jan
13

meta na vida

[já apaguei duas vezes. eu sou tão farsa que dava pra escrever com ç, como disse dia desses o tal incauto.]

comecei escrevendo que foi uma surpresa perceber que chegamos até aqui. mentira. eu nem me surpreendi porque sempre conto os dias para anunciar que estamos cada vez mais perto de completar mais um ano juntos. e que isso me satisfaz de um jeito meio mórbido. é verdade. aqui em curitiba passaram umas dez estações só neste dia, mas dentro de mim, agora que você está no mundo [e aí vem moulin rouge na minha cabeça, your song, sabe? mas eu não gostei do último filme que vi com ele… não mesmo, mas não lembro qual filme era e agora estou mesmo muito confusa…], sempre é verão [e seus olhos são castanhos. nem verdes e nem azuis, o que me faz desconsiderar a música toda do filme e sentir um alívio enorme porque… fodam-se os filmes. isto não é ficção. isto é bem real. e seu eu ainda tivesse alguma crença e não fosse tão hipócrita, daria graças a deus por isso].

depois escrevi que o amor é o revés, a la caymmi, mas eu estava mesmo pensando que… cara, a gente viu juntos. viu sim. e meu coração ia cantando junto “que eu gosto de você” mesmo meio que sem saber a letra. e o amor é o revés mesmo, babe. de uma vez, outra vez.

aí hoje eu também ouvi pullovers. tem uma coisa com essa banda mesmo. e tem desde sempre. e sacode meu coração perceber que… cacete, você é mesmo carioca e me provoca demais. e sim, quando você sorriu me repartiu em antes e depois. ainda bem, babe. de verdade…. mas você sempre foi letuce. sempre foi mais… fundo. sempre foi lá dentro de mim, passando sem medos pudicos por todos os lugares que existem aqui dentro. e é mais ou menos isso que eu sinto quando ouço, sei lá, de mão dada. eu já te contei que quando a lele cantou aqui eu fiquei mesmo com o coração na boca. que eu só queria estar lá com você naquela hora e, sei lá, te arrastar para o chão e trepar contigo enquanto ela cantava. porque, enfim, é assim. sempre foi e é lindo que seja.

e aí agora fico pensando… porra, não poderia ser mesmo de outra forma.

feliz mês novo.

04
dez
12

molhado

cabeça embaixo d’água. zerados os sentidos. impossível abrir os olhos. impossível ouvir. impossível sentir. como se aquela aura, que, quando irrompida te faz sentir a aproximação de qualquer coisa, não existisse mais. tudo transbordante e tudo vazio. um nada repleto.

#1

26
nov
12

e se perdesse minhas pernas, minha pele, se perdesse meus cabelos, meus olhos, se perdesse um rim, um pulmão ou o fígado, se perdesse dentes ou unhas…

te perderia?




o desabrido

eu não sei bem o que escrever aqui. pensei em um monte de coisas. um monte do tamanho de um morrinho de 30 cm. não quero ser o que já está pronto, o que já está definido. não quero que o que escrever encaixe-se e mergulhe em algo que já tenha sido pensado. se for ruim, que seja o que for. é ainda meu, é ainda o que sou. se for bom, que seja o que for. o que é bom pode ser horrível se olhado por outro ângulo. mas se não for definido, se não tiver nenhum nome, pode ser aquilo que bem entender. é. e isto que mais importa.